DST na Adolescência

A adolescência é uma fase com muitas transformações biológicas, psicológicas e sociais. É o momento de buscar identidade, autonomia, independência, vocação, etc. É um período de maior risco para determinados infortúnios. O início da atividade sexual, muitas vezes sem a orientação adequada, pode ter consequências indesejáveis, como a gravidez não planejada e doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Quanto mais próximos estiverem pais e filhos, menores serão os riscos de informações errôneas, além de sempre ser possível a transmissão de alguma experiência positiva para os mais jovens.

IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO MÉDICO

A orientação médica deve começar antes mesmo da primeira menstruação. É o momento de falar sobre medidas de higiene e conhecimento do próprio corpo. Ainda na fase da adolescência, o médico deve falar sobre orientação sexual e contraceptiva e isso fortalece a relação com o paciente. A família deve ser incluída na consulta, como colaboradora. Cabe aos pais complementar sempre a relação do médico com o paciente, obviamente entendendo os limites de pudor próprio, assim como respeitando o direito do adolescente de privacidade e confidencialidade na consulta médica.

As DST são adquiridas, preferencialmente por contato sexual (vaginal, oral ou anal) com alguma pessoa infectada (mesmo não havendo penetração). Antigamente eram chamadas de doenças venéreas. A mãe pode transmitir para o filho ainda no útero e no parto, algumas doenças infecciosas. Embora mais rara, pode haver transmissão por contato com outras fontes contaminadas.

Entre as várias DST, as mais frequentes são: infecção pelo HPV, AIDS, sífilis, gonorreia, hepatite B, clamídia e herpes. Podem ser causadas por bactérias ou vírus e afetam homens e mulheres. Ter uma DST pode aumentar as chances da pessoa se infectar com o HIV (o vírus que causa AIDS).

Como muitas dessas doenças não causam sintomas ou causam discreto desconforto (como corrimento), é comum a pessoa não procurar tratamento nos estágios iniciais, o que pode permitir a evolução da doença para formas crônicas, às vezes graves, que pode acarretar problemas como infertilidade ou câncer gencorrimentoital ou oral.

Algumas DST como a hepatite B e AIDS ainda não têm cura. Nem sempre é possível estabelecer o tempo entre a contaminação e o aparecimento de sintomas, que tanto pode levar semanas como alguns anos.

PREVENÇÃO

- Uso de preservativo em todas as relações sexuais.

- Manter boa higiene, não compartilhar roupas íntimas,

- O acompanhamento médico especializado faz toda a diferença e reduz o risco de se contrair as DST.

- Evitar o uso de drogas também é uma boa medida, pois a chance de contágio entre os usuários de drogas injetáveis é muito alta, pela contaminação com seringas e agulhas contaminadas com sangue. Porém, mesmo com uso de drogas não injetáveis, há facilitação das DST devido a alteração de comportamento e lucidez, facilitando o descuido com o uso do preservativo no ato sexual.

- A presença dos pais ou responsáveis, orientando os adolescentes e estimulando o acompanhamento médico são imprescindíveis para a prevenção.

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