Ultrassom Morfológico


Especialista: Dra. Amanda Fernandes Portella Liporaci

Formação: Formada pela Universidade de São Francisco – Bragança Paulista, Residência em Ginecologia e Obstetrícia, Certificada em Advanced Life Support in Obstetrics.

Especialização em Medicina Fetal

Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Atuação: Equipe de Ginecologia e Obstetrícia Matterclin e Hospital São Luiz Anália Franco.

A importância do Ultrassom Morfológico

Ao longo do seguimento pré-natal é recomendado que a gestante realize diversos exames ultrassonográficos no intuito de avaliar o crescimento e o desenvolvimento de seu bebê. Existem dois exames ultrassonográficos morfológicos que avaliam mais detalhadamente a morfologia do bebê. O primeiro ultrassom morfológico (US morfológico do 1° trimestre) deve ser realizado entre 11 a 14 semanas de gestação e o segundo ultrassom morfológico (US morfológico do 2° trimestre) entre 20 a 24 semanas de gestação.

Ambos devem ser realizados de forma rotineira, ou seja, devem ser realizados em todas as gestantes para identificar alguns fatores mais detalhados sobre o desenvolvimento do bebê. O exame do segundo trimestre permite avaliar a morfologia fetal, bem como o crescimento do feto, a quantidade de líquido amniótico e o grau de maturidade placentária. É extremamente importante ressaltar que esse exame não consegue identificar 100% das malformações fetais existentes, porém ele rastreia grande parte das possíveis alterações.

O ultrassom morfológico é realizado da mesma forma que os demais exames ultrassonográficos, por isso não existe a necessidade de se assustar com o procedimento. Geralmente, a descoberta do sexo do bebê é realizada por volta dos 4 meses de gestação (ao redor de 16 semanas) no US obstétrico, mas caso não tenha sido possível confirmar o sexo fetal nesse ultrassom, o US morfológico consegue firmar esse diagnóstico.

Morfológico de 1º trimestre

Este exame é realizado entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias, mais precisamente quando o bebê estiver medindo entre 45mm e 84mm de comprimento da cabeça à nádega.

Neste exame é realizada a medida da translucência nucal – utilizada como principal indicador para dizer se o bebê tem um risco alto ou baixo para ter alguma síndrome genética.

Além da translucência nucal e do osso nasal, outros marcadores poderão ser avaliados, dentre eles a análise dos fluxos sanguíneos, o fluxo do ducto venoso, tricúspide e das artérias uterinas.

Objetivos do Exame

  • Datar a gestação com precisão. Isto é particularmente importante para aquelas pacientes que não lembram com exatidão a data da sua última menstruação.

  • Avaliar o risco para Síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas.

  • Diagnosticar casos de gestação múltipla (gemelaridade). O exame de ultrassom pode determinar se ambos os bebês estão se desenvolvendo normalmente e também se eles dividem a mesma placenta o que pode levar a alguns problemas durante a gestação.

  • Diagnosticar algumas anomalias graves que podem ser identificadas já nessa fase.

  • Detecção de doenças e riscos gestacionais: Por meio da história clínica, exames bioquímicos, exame físico materno, avaliação do Doppler das Artérias Uterinas e o cruzamento dessas informações, é possível identificar 90% das gestantes que terão Pré-Eclâmpsia Precoce e possibilitar o tratamento preventivo o que pode reduzir o risco da apresentação grave dessa doença pela metade.

  • Malformações: Permite identificar bebês que têm uma chance maior de apresentar malformações cardíacas.

  • Avaliação de Risco Personalizada

  • Detecção de Anomalias: A grande maioria dos beb